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BENIN – A VITÓRIA CONTRA A ESCRAVIDÃO

01/12/2009

Ilustração de CAU GOMEZ

de JOÃO JORGE*


Em 1986, na minha primeira viagem internacional fui ao Benin, a África mítica. Era a tão sonhada volta para casa, de um jovem militante pan africanista, revolucionário, sonhador.

Na gestão do prefeito de Salvador Mário Kerstész, por inspiração de Roberto Pinho e Pierre Verger, uma delegação de Salvador foi ao Benin. Verger defendeu a ida do único negro da direção da Fundação Gregório de Mattos para a África.

Levava comigo toda a vivência de um Brasil europocêntrico, e muita informação teórica sobre as diversas Áfricas, do passado e do presente, da luta contra o colonialismo, da presença do marxismo, do islamismo e das formas de candomblé existentes no Benin e na Nigéria.

O choque da realidade foi grande. Vi as terras africanas do alto do avião e a respiração ficou ofegante, enfim estava na terra dos meus pais, e avós, e toda uma história especial, a casa dos espíritos.

Chegamos a Cotonou, no Benin, a capital moderna e um povo vibrante com muitas cores, muitas conversas em tom alto nas ruas, meu coração disparou: estava nas terras dos meus ancestrais. O hotel Sheraton, ocidental demais para a pobre capital, foi o meu local de sono e de despertar muitas vezes na noite, parecia um sonho estar na África.

Foi tudo muito mágico e veloz, o que eu vi, onde estive, com quem falei, quem falou para mim por mim, quem traduziu. Pierre Verger conhecia bem o país e as pessoas, falava várias línguas locais. Arlete Soares traduziu do francês para o português, traduzia e chorava com os encontros da minha história da Bahia, com o que escutávamos das pessoas nas cidades. Pude então realizar uma volta às raízes profundas da minha cidadania afro-brasileira, fui às cidades de Ouidah, Saketê, Pobé, Porto Novo.

Em cada lugar um ritual, um sacerdote, uma árvore, pessoas que pareciam com meu pai, João Rodrigues, além da alegria dos descendentes de brasileiros de Ouidah. Eu era um deles, um jovem brasileiro negro, voltando ao Benin.

Mais de cinco mil pessoas na praça principal da cidade, gritando Bahia, Cidade Nova, Campo Grande, Bonfim. Foi de arrepiar, e os cumprimentos às pessoas africanas com os nomes de Silva, Soares, Rodrigues, Santos, que fizeram fila para falar com a delegação e o jovem negro africano brasileiro que tinha voltado para dizer como estavam os outros negros do Brasil.

Na cidade sagrada de Ouidah, e em Sakatê, morri e nasci de novo. Emergiu dali um novo ser humano. O que eu ouvi e vi, os recados, as voltas que dei em torno da porta do não retorno, da árvore do não esquecimento, a visita ao templo da cobra Piton, e ao seu sacerdote.

O homem marxista leninista deixou de existir e nascia um homem místico, religioso, devoto da tradição africana da justiça.

O impacto do Benin na minha vida foi importantíssimo, decidi lutar contra o racismo com a força da justiça, com o vigor moral de um combate contra a desigualdade e pela igualdade para todos. O Benin mudou a minha vida, pois aprendi que somente homens e mulheres com garra e força suficiente para derrotar uma opressão podem ser livres iguais e soberanos de seus destinos.

Cheguei na África com os paradigmas daquela época, guerra fria, capitalismo, imperialismo, e passei a ver o mundo com outro olhar.

O Benin moldou os destinos do Olodum, que a partir de 1986 cresceu e se multiplicou como uma lança, uma estrela Sirius brilhante, e com a influência do Benin vencemos a escravidão, já no carnaval de 1987. Com as ideias de Cheik Anta Diop, do Senegal, fizemos o melhor carnaval de um bloco afro em todos os tempos, sobre o Egito dos Faraós, brilho, beleza e história nas ruas da Roma Negra.

Resgatamos a História, de João de Deus, Lucas Dantas, Manuel Faustino e Luís das Virgens, da Revolta dos Búzios. Criamos a primeira lei constitucional de ação afirmativa na Bahia, em 1989, ajudamos as marchas e caminhadas por Zumbi e nossa ação em favor das cotas beneficiou muitos jovens que estão nas universidades.

Fomos à luta, criamos uma agenda antirracista positiva e tocamos o coração do mundo com nossa música samba reggae.

Agora, o Benin veio à Bahia e se encontrou com o Olodum, com o samba reggae e com tudo que criamos de cultura pan-africanista. Mesmo com a saudade dos nossos entes que estão no Orum, comemorei com olhos cheios de lágrimas e com alegria a nossa vitória contra a escravidão com lutas e sonhos. Vamos dar um passo adiante para que os sonhos virem realidade.


João Jorge Rodrigues – Presidente do Bloco Afro Olodum


CONSPIRAÇÃO DOS MULATOS BAIANOS

12/08/2009
Bloco Olodum Mirim desfila no Centro Histórico de Salvador durante o Carnaval de 1998 com o tema da Revolta dos Búzios. Na foto (esta, como as demais postadas no dia 9 passado e as de hoje foram cedidas por João Jorge, presidente do Olodum), jovens do bloco afro portam cartazes com as figuras de cada um dos quatro mártires da sedição de 1798.

Bloco Olodum Mirim desfila no Centro Histórico de Salvador durante o Carnaval de 1998 com o tema da Revolta dos Búzios. Na foto (esta, como as demais postadas no dia 9 passado e as de hoje foram cedidas por João Jorge, presidente do Olodum), jovens do bloco afro portam cartazes com as figuras de cada um dos quatro mártires da sedição de 1798.

     Hoje, 12 de agosto, é uma das duas datas marcantes na história da Revolta dos Búzios, ou Conspiração dos Alfaiates, ocorrida em 1798. A outra data é o dia 25 do mesmo mês. Quem me chamou a atenção para isso foi o grande líder e presidente do Bloco Olodum, João Jorge Rodrigues, na convocação para festa e seminário, no Pelourinho (Salvador-Bahia), em homenagem aos mártires desta sedição de 211 anos atrás, acontecida nesta mesma Cidade da Bahia. A convocação de João Jorge está reproduzida no Jeito Baiano poucos posts abaixo:

https://jeitobaiano.wordpress.com/2009/08/09/olodum-e-a-revolta-dos-buzios/

     Fui conferir as dicas em dois livros grossos e pesados com os quais ando debaixo do braço desde a inauguração deste blog: História da Bahia, de Luís Henrique Dias Tavares, e Uma História da Cidade da Bahia, de Antonio Risério. E agora, para transcrever trechos desses livros, passo a aplicar minha técnica de digitação rápida, desenvolvida primeiro como aluno de piano clássico quando eu era pequeno, depois como datilógrafo ultraveloz num escritório de contabilidade e finalmente como jornalista nestes 41 anos, metade dos quais pilotando uma Olivetti ou Remington e a outra metade, silenciosos teclados de computador.

     Comecemos por Luís Henrique:

 

     A sedição de 1798 se inaugurou na História do Brasil com dois episódios: a divulgação de onze boletins manuscritos na madrugada de 12 de agosto, quando foram colados na fachada de casas que ficavam em locais de passagem obrigatória para centenas de moradores da cidade, e a reunião [dos rebeldes] na noite de 25 desse mês no Campo do Dique do Desterro.

 

     Pulo 12 páginas para mostrar a origem de um dos nomes dados à sedição, Revolta dos Búzios, que é o adotado pelo Olodum:

 

     Brás do Amaral e Francisco Borges de Barros [historiadores] se irmanam nas referências ao uso “de um búzio pendente das cadeias do relógio” como forma de identificação entre os “conjurados”. A propósito, existe uma frase de José de Freitas Sacoto que merece atenção. Está nos autos da devassa feita pelo desembargador Costa Pinto. Sacoto teria escutado o ourives Luís Pires dizer que “os sinais distintivos de todos aqueles que se alistavam no partido da revolução” eram “brinquinhos na orelha, barba crescida até o meio do queixo, com hum búzio de angola nas cadeias do relógio”. Sacoto falou desses “sinais distintivos” num interrogatório de 18 de outubro de 1798 (…)

Placa em homenagem a João de Deus do Nascimento, heroi nacional do Brasil

Placa em homenagem a João de Deus do Nascimento, herói nacional do Brasil

 

     Agora vamos à obra do meu querido amigo Risério:

 

                  A CONSPIRAÇÃO MULATA

     Na madrugada do dia 5 para o dia 6 de novembro de 1799, o alfaiate mulato Manuel Faustino dos Santos Lira, nascido escravo, tentou pela terceira vez o suicídio. Na primeira tentativa, bebeu veneno. Na segunda, esforçou-se para enterrar um prego de quatro polegadas no coração. Finalmente, tentou a asfixia – dar “a si mesmo o garrote”, como escreveu frei José d’Monte Carmelo, carmelita descalço, em seu relato dos fatos –, apertando no pescoço uma tira de pano. Também Lucas Dantas do Amorim Torres, soldado Mulato do Regimento de Artilharia, tentou cair fora da vida, enfiando pela garganta, repetidas vezes, uma colher de prata. Não, não estavam brincando. Era a luz do desespero que os arrastava, descontroladamente, para além da vida.

     Ambos, Santos Lira e Lucas Dantas, pareciam querer se antecipar a uma sentença que, estavam certos, os condenaria à morte, juntamente com dois outros mulatos pobres de Salvador – o alfaiate João de Deus do Nascimento, de 27 anos de idade, natural da Vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira, e o soldado Luiz Gonzaga das Virgens e Veiga, de 37 anos, nascido na Cidade da Bahia, neto de um branco português, Manoel Gomes da Veiga, e de uma africana escravizada, a negra Helena. De fato, no dia 8 de novembro, dia áspero e plúmbeo, daqueles em que o tempo fecha sem retorno, os quatro foram conduzidos à Praça da Piedade. Luiz Gonzaga e João de Deus, em palanquins abertos; Lucas Dantas e Santos Lira, a pé. Chegando à praça, o ritual se consumou. Foram, os quatro, enforcados e esquartejados. Corpos despedaçados, repartidos, expostos em lugares públicos. A cabeça de Lucas Dantas ficou espetada no Campo do Dique do Desterro. A de João de Deus, na Rua Direita do Palácio. A de Santos Lira, no Cruzeiro de São Francisco. A de Luiz Gonzaga, juntamente com as mãos, na Piedade. Terminava assim, de modo tenso e fúnebre, o episódio que passou à nossa história sob o rótulo de “Revolução dos Alfaiates”.

     Uma denominação absolutamente imprópria, por sinal. Em primeiro lugar, porque não chegou a acontecer revolução alguma. O plano de uma sublevação, que realmente existiu, não passou da luz do sonho à luz do sol. Em segundo lugar, porque as pessoas presas e processadas, em consequência do anseio subversivo, não eram, em sua maioria, alfaiates. Havia escravos, oficiais militares, soldados da tropa e até mesmo um cirurgião, Cipriano Barata, que se tornaria uma figura quase lendária das movimentações sociopolíticas ocorridas no Brasil entre os séculos XVIII e XIX. Se houve um traço dominante, naquele agrupamento rebelde, foi o da cor da pele. Os mulatos – fossem escuros, claros, trigueiros ou fuscos – somavam o dobro do número de brancos e pretos envolvidos. E a verdade é que esse território mestiço ou interétnico, então em seus momentos iniciais de difícil afirmação, não pode ser deixado de parte em nenhuma leitura que se faça daquela turbulência baiana. Os rebeldes que foram à forca eram mulatos – e eram pobres.

LUCAS DANTAS

     Mas vamos aos fatos. Tudo pipocou no dia 12 de agosto de 1798. Aquela manhã trouxera uma surpresa para a população da Cidade da Bahia. As pessoas iam acordando e encontrando papéis manuscritos, cartazes artesanais, fixados em diversos pontos da cidade. Nas proximidades de São Bento, na esquina da praça do palácio, às portas do Carmo, nas paredes da cabana da preta Benedita, etc. – lá estavam eles. Eram os pasquins da sedição, falando ou refalando temas da Revolução Francesa, ainda que aqui e ali relidos de uma perspectiva mestiça e tropical.

MANOEL FAUSTINO DOS SANTOS

     “Animai-vos Povo Bahinense [sic] que está para chegar o tempo feliz da nossa Liberdade: o tempo em que todos seremos irmãos: o tempo em que todos seremos iguais”, dizia um dos pasquins. E os demais seguiam mais ou menos na mesma batida. Falavam de revolução (“quer o povo que se faça nesta cidade e seu termo a sua memorável revolução”), de liberdade (“…estado feliz… estado livre do abatimento… doçura da vida…”), do fim da dominação colonial (“para que seja exterminado para sempre o péssimo jugo reinável da Europa”… “a total Liberdade Nacional”), de regime republicano, de abertura dos portos ao comércio internacional, de “meritocracia”. Prosaica e candidamente, atribuía-se ao povo o desejo de que os soldados tivessem aumento salarial. Uma carta ao prior do Carmo acenava com a fundação de uma igreja baiana (a “Igreja Bahinense”), livre do jugo papal. E – risco dos riscos – apontava-se para a abolição da escravidão, ao lado da promessa de proteção ao comércio e de respeito à propriedade privada. Mais: quem ficasse contra o projeto revolucionário seria morto. Uma ousadia e tanto. Na verdade, uma provocação. Como dizer coisas de tal teor explosivo numa colônia organizada em cima do trabalho escravo – e dominada por um reino em que vigorava a velha monarquia absolutista? Era cutucar o cão com vara curtíssima.

     Esses pasquins manuscritos, aparecendo em pontos variados de Salvador como um desafio frontal à autoridade reinante, foram, evidentemente, uma iniciativa isolada. Individual. Ato intempestivo de alguém que se engajara no movimento revolucionário – e que, impaciente, ingênuo, irresponsável ou destemperado, pôs a perder o que parece ter sido um constante trabalho proselitista e todo um movimento que ia se articulando clandestinamente nas diversas camadas de nossa sociedade setecentista, incluindo-se aqui, de forma historicamente inédita entre nós, pessoas escravizadas.

[…]

LUIZ GONZAGA DAS VIRGENS

     Pois bem. Com a aparição dos pasquins, o Governo reagiu. A bem da verdade, o próprio governador da Bahia, Fernando José de Portugal, tinha já notícias das conversas subversivas que aqui iam se sucedendo (e se desdobrando), na década de 1770. Sabia de “reuniões secretas” realizadas em residências particulares. Mas nunca deu maior importância a elas. O que foi um equívoco, já que a Bahia setecentista vivia dias férteis para ideias de transformação social e política.

 

     Vou parar minha digitação por aqui, esperando que já seja suficientemente estimulante para as pessoas prosseguirem a leitura diretamente no livro de Riso. Neste blog mesmo há mais sobre a Sedição de 1798 em citações do livro do Prof. Luís Henrique Dias Tavares, no seguinte post:

https://jeitobaiano.wordpress.com/2009/07/04/independencia-do-brasil-na-bahia-4/

 

OLODUM E A REVOLTA DOS BÚZIOS

09/08/2009

O Bloco Afro Olodum mantém viva a memória das lutas libertárias da Bahia, celebrando todos os anos a Revolta dos Búzios, também chamada de Revolução dos Alfaiates ou Sedição de 1798, cujos ideais incorporavam o lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, da Revolução Francesa. Os rebeldes da Cidade da Bahia incluíam em sua bandeira de lutas o fim da escravidão, no que se mostraram mais avançados do que os inconfidentes mineiros. Os ideais da Revolta dos Búzios seriam assumidos poucas décadas depois por combatentes da guerra pela Independência do Brasil na Bahia, vitoriosa no dia Dois de Julho de 1823.

Vejam abaixo a convocação do Olodum para homenagear os mártires da Revolta dos Búzios, em e-mail assinado pelo presidente do bloco afro, João Jorge Rodrigues:

Cartilha da Escola Olodum lembra a saída de seus alunos à rua, no Carnaval de 2007, defendendo o tema da Revolta dos Búzios

Cartilha da Escola Olodum lembra a saída de seus alunos à rua, no Carnaval de 2007, defendendo o tema da Revolta dos Búzios

OLODUM PROMOVE

A FESTA DA REVOLTA DOS BÚZIOS 2009

 

Celebração dos 211 anos da luta pela Igualdade no Brasil

 

Neste domingo (9 de agosto de 2009), no Pelourinho, no Largo Pedro Arcanjo, o Bloco Olodum promove a Festa da Revolta dos Búzios, 2009, abertura das celebrações dos 211 anos da Revolta dos Búzios ocorrida entre 12 e 25 de agosto de 1798.

A Revolta dos Búzios é o marco zero dos Direitos Humanos no Brasil e envolveu negros, mestiços e brancos em prol da igualdade e liberdade no Brasil.

Foram condenados à morte: João de Deus, Lucas Dantas, Manuel Faustino, Luiz das Virgens, em 1799 na Praça da Piedade.

O Olodum desde 1984 celebra este fato histórico relevante, cujos documentos comprobatórios estão no Arquivo Público da Bahia, por entender que a história atual da luta por Direitos da igualdade tem muito a ver com a Revolta dos Búzios, a luta por liberdade religiosa, a luta dos jovens por cotas nas universidades e a luta contra a violência civil e pública.

A Revolta dos Búzios foi tema do carnaval do Olodum em 1985, 1998, do Bloco Olodum Mirim, foi motivo de petição ao prefeito Antonio Imbassahy para colocar os bustos dos quatro mártires na Piedade, placa na rua João de Deus.

Fizemos seminários e diversos festivais de músicas para popularizar a Revolta dos Búzios, seus homens e mulheres. Tornamos uma história escondida oculta pelas elites locais em um fato nacionalmente reconhecido, agora falta apenas incluir os nomes dos homens e mulheres da Revolta dos Búzios no livro da Pátria, para que nossos antepassados possam descansar em paz e justiçados.

Os movimentos negros de hoje têm na Revolta dos Búzios o seu marco inicial, por esta ser uma revolta cidadã, plural, integrativa, por liberdade e igualdade e não ser uma revolta religiosa excludente. A Revolta dos Búzios expõe como temos sido traídos por aliados e setores que deveriam ajudar e apoiar a luta contra o racismo nos dias de hoje.

Para os setores que lutam por democracia no Brasil nas zonas urbanas, a memória da Revolta dos Búzios exige uma celebração, um reconhecimento do Estado da Bahia, da Cidade do Salvador e do Governo Federal para a importância da igualdade e dos mártires baianos da Independência, os condenados da Revolta dos Búzios.

É chegada a hora de anistiar a memória dos líderes e de suas mulheres e fazer todas as homenagens devidas aos libertadores nacionais.

Assim dia 9 de agosto o Olodum inicia as comemorações dos 211 anos da Revolta dos Búzios, no Pelourinho, no Largo Pedro Arcanjo, nas mesmas ruas em que caminharam os personagens de 1798, com festa, seminário, publicação de uma revista em quadrinhos, caminhada, encontro na Praça da Piedade em honra aos baianos mais ilustres da nossa terra: João de Deus, Lucas Dantas, Manuel Faustino, Luiz das Virgens.

Há de chegar o tempo da nossa liberdade, o tempo feliz da nossa igualdade em que seremos todos irmãos…”
Homenagens aos dias dos Pais e da Mulher Sul-africana

DOMINGO dia 9 de agosto de 2009.

 

Ensaio especial do Bloco Afro Olodum 2010

 

Na Praça Pedro Arcanjo – Pelourinho às 19hs

 

Ingresso: R$ 15,00 (meia) para estudante apresentando a carteira e R$ 30,00 (inteira)

   

João Jorge

Presidente

 

Agosto de 2009 – 211 Anos da Revolta dos Búzios. João de Deus, Lucas Dantas, Manuel Faustino, Luiz das Virgens 1798 – 2009.

 

Dias 25, 26 e 27 deAgosto de 2009.

 

Seminário sobre as Rebeliões da população escrava e da plebe livre no Brasil – aplicações da lei 10.639/03

 

Dia 09 Ensaio do Bloco Olodum 2010 Largo Pedro Arcanjo – Pelourinho 19h.

 

www.olodum.com.br. Visite o site e fique por dentro do mundo Olodum.

 

Alunos da Escola do Olodum participam de manifestação em homenagem aos mártires da Revolta dos Búzios na Praça da Piedade

Alunos da Escola do Olodum participam de manifestação em homenagem aos mártires da Revolta dos Búzios na Praça da Piedade