MILTON SANTOS – GENTE DA BAHIA

Ilustração de GENTIL

Sinto-me autorizado a pleitear a possibilidade da efetivação da estátua ou um busto do nosso Milton Santos, enriquecendo a cidade e expondo um modelo de talento e superação (Jaime Sodré)

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A MILTON SANTOS POR MERECIMENTO

ou:

TIRANOS ESPINHOS

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texto de JAIME SODRÉ*

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Permitam-me apresentar o currículo:

Professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP; pesquisador 1A do CNPq; visiting professor, Stanford University, 1997/98; bacharel em Direito, Universidade Federal da Bahia, 1948; doutor em Geografia, Université de Strasbourg, França, 1958; doutor honoris causa das universidades de Toulouse, Buenos Aires, Complutense de Madrid, Barcelona, Nacional de Cuyo-Barcelona, Federal da Bahia, de Sergipe, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, Estadual de Vitória da Conquista, do Ceará, Unesp e de Passo Fundo.

Prêmios:

Internacional de Geografia Vautrin Lud, 1994; USP/1999 (orientador de melhor tese em ciências humanas); Mérito Tecnológico, 1997 (Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo); Personalidade do Ano, 1997 (Instituto dos Arquitetos do Rio de Janeiro); Jabuti, 1997 (melhor livro de ciências humanas: A Natureza do Espaço, Técnica e Tempo).

Medalhas:

Mérito Universitário de La Habana, 1994; Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico, 1995; Colar do Centenário do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, 1997; Anchieta, da Câmara Municipal de São Paulo, 1997; Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo, 1997.

Lecionou nas universidades de Toulose, Bordeaux, Paris, Lima, Dar-es-Salaam, Columbia, Venezuela e do Rio Janeiro. Consultor da ONU, OIT, OEA e Unesco junto aos governos da Argélia e Guiné-Bissau e ao Senado da Venezuela.

Publicou mais de quarenta livros e trezentos artigos em revistas científicas em português, francês, inglês e espanhol.

Baiano de família de professores, com o avô e avó professores primários, mesmo antes da Abolição, que o ensinaram a olhar mais para frente do que para trás. Família remediada, os pais ensinaram boas maneiras, francês e álgebra. Foi aluno interno, neste ambiente começara a ensinar antes da faculdade, ingressando na Faculdade de Direito e se formando em 1948.

O fato: segundo o mesmo Milton, seu maior desejo era a Escola Politécnica em Salvador – “havia uma ideia generalizada que esta escola não tinha muito gosto de acolher negros, então fui aconselhado fortemente pela família (tinha um tio advogado) a estudar Direito, e daí mudei para a Geografia, que comecei a ensinar desde os quinze anos”. Havia uma crença na sociedade da época que na Politécnica os obstáculos eram maiores.

Escrevera no jornal A Tarde, como correspondente na região do cacau onde lecionava, por iniciativa do ministro Simões Filho que o descobriu para a imprensa. Ensinara na Universidade Católica e preparava-se para entrar na pública, onde fez concurso em 1960, após o doutorado em Geografia na França.

O pleito:

Quando saíamos do Colégio Central, em turma, na direção da Sé, era comum a brincadeira entre as estátuas do Barão do Rio Branco e Castro Alves, diziam:

Castro Alves estendia a mão em direção ao Barão pedindo uns trocados para libertar os negros, Rio Branco, com a mão no bolso, dizia “tenho mais não dou”.

Coisas da juventude.

Recentemente, a Semur [Secretaria Municipal da Reparação, de Salvador] solicitou-me uma relação de estátuas e monumentos de negros e negras em nosso espaço urbano, e inspirou-me para o que segue.

Diante do currículo exposto do professor Dr. Milton Santos, sinto-me autorizado a pleitear, quem sabe à própria Semur, a possibilidade da efetivação da estátua ou um busto do nosso Milton Santos, enriquecendo a cidade e expondo um modelo de talento e superação. Ainda de posse de uma das suas brilhantes frases, que estaria no monumento merecido:

Quem ensina, quem é professor, não tem ódio.

Em tempos de cotas, melhor local não seria adequado, senão em pleno ambiente acadêmico da Escola Politécnica, cumprindo um desejo do grande mestre, calado outrora pela mentalidade maldosa, inibidora da época. Aposso-me de uma frase, lugar comum neste gesto, na certeza do apoio de muitos, “ao mestre com carinho”.

Esta justíssima homenagem traduzirá, com certeza, a admiração do povo brasileiro aos seus filhos ilustres, registrando aqui homenagem a alguém que o mundo não se cansou de reconhecer e homenagear. Placidez, serenidade, sorriso permanente aberto, humanidade, sabedoria, sem perder a ternura diante das dificuldades, poderão inspirar o escultor a modelar, em material nobre, este nobre baiano.

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*Jaime Sodré – Professor universitário, mestre em História da Arte, doutorando em História Social

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Foto de LUIZ CARLOS SANTOS

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UMA NOVA FORMA DE OLHAR

E COMPREENDER O MUNDO

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texto de LIDICE DA MATA*

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A Câmara dos Deputados prestou homenagem ao geógrafo e professor Milton Santos, um dos mais brilhantes e respeitados intelectuais do nosso tempo, que faleceu há nove anos, deixando uma imensa lacuna, mas também nos legando uma obra incomparável que hoje é referência em todo o mundo. Não é nenhum exagero dizer que Milton Santos fundou uma nova Geografia, reescreveu os fundamentos desta disciplina, nos ensinando uma nova forma de olhar e compreender o mundo.

Negro, nascido em Brotas de Macaúbas, no interior da Bahia, nunca se deixou abater pelo racismo, pelo preconceito social e nem pelas imensas dificuldades que enfrentou ao longo dos seus 75 anos de vida. Milton Santos foi um vencedor, um mensageiro da esperança, um guerreiro da palavra que, sempre com um sorriso amável, nunca parou de lutar e nos legou um arsenal de ideias sobre a problemática do mundo globalizado e as possibilidades de construirmos um futuro melhor para todos.

Nada mais apropriado para homenagear esse brasileiro de espírito crítico e inovador do que discutir a sua obra, debater e divulgar as suas ideias. Por isso, a Comissão de Educação e Cultura, da qual eu faço parte, promoveu no mês de maio, em que se comemora o Dia do Geógrafo, um seminário que contou com a participação de muitos parlamentares e representantes do meio acadêmico.

Neste momento, em que vivemos a mais grave crise do capitalismo no mundo, considero necessária e oportuna uma reflexão sobre o pensamento de Milton Santos. Ele nos inspira novos caminhos, nos aponta o rumo de uma outra globalização, em que o desenvolvimento seja voltado para o homem e não apenas para o beneficio das corporações nacionais e transnacionais.

Brasileiro, apaixonado por sua terra, Milton Santos é um pensador universal. E nesse aspecto, devemos destacar que não foi por acaso que, em 1994, ele recebeu o Prêmio Vautrim Lud, considerado o Nobel da Geografia. Sem dúvida o coroamento de uma trajetória que começou na Bahia, onde além de professor, foi jornalista e um intelectual engajado, um combatente das causas políticas e sociais.

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*Lidice da Mata – Deputada federal pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB)

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Foto de LUCIANO DA MATA | Agência A Tarde – 14.7.1997

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MILTON SANTOS, UMA BIOGRAFIA

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texto de FERNANDO CONCEIÇÃO*

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Em vida ele repudiaria o uso de seu nome para homenagens vãs. Cuidado, portanto. Em junho de 2011 completam-se 10 anos da morte do geógrafo Milton Santos, baiano para o qual setores da política e da intelligentzia local deram as costas. Tanto assim que seus restos mortais jazem em cemitério de São Paulo, cidade que o acolheu nos seus profícuos anos de projeção intelectual pós exílio forçado pela ditadura de 64.

A obra miltoniana, zelada por Marie-Helène, sua viúva, vem toda ela sendo republicada pela Editora da Universidade de São Paulo, para usufruto de quem queira. Mas afora especialistas, é certo que muitos dos que vêm se apropriando do seu nome quase nada leram dele. Ou ao menos prestaram atenção no que disse. Fariam melhor à sua memória se a difundissem apropriadamente, estimulassem a adoção de seus escritos pelas escolas possíveis. Os mesmos não se restringem à Geografia, mas expandem-se a outras áreas do conhecimento: filosofia, história, planejamento urbano, educação, economia, comunicação…

É pretensão minha entregar ao público brasileiro, daqui a um ano, a biografia de MS. Livro que narre sua trajetória, desde o nascimento em Brotas de Macaúbas. A 12 meses da efeméride, tento costurar apoios. Falta prosseguir a pesquisa necessária ao levantamento de dados, informações e depoimentos. Considerável parte desse material acha-se lá fora, por onde buscou seu sustento. Países europeus, africanos, da América Latina, Estados Unidos, Canadá e mesmo Haiti, onde se casou pela segunda vez. Também Brasil afora. O custo do trabalho não é baixo. Requer investimento que não está à mão. Mas a importância daquele intelectual exige agora dedicação quase exclusiva à tarefa. Autorizada por ele, aliás.

Cumprir a meta é o desafio. Há dificuldades naturais de percurso, objeções advindas da natureza independente do personagem a ser retratado. Daí, é de valor inestimável qualquer informação, detalhe, documento a ser oferecido para a completude da obra. Valho-me de A Tarde, no qual ele trabalhou por anos, para solicitar a colaboração de todos os que possam fazê-lo. Milton Santos, patrimônio do Brasil, é para ser rememorado sempre.

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*Fernando Conceição – Jornalista, professor da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/UFBA), biógrafo autorizado de MS

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Foto de MARIA ADÉLIA DE SOUZA | SescTV

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10 Respostas to “MILTON SANTOS – GENTE DA BAHIA”

  1. Waldimiro de Souza Says:

    Interagindo este site com a página da Escola Municipal Milton Santos – BA, surge uma nova possibilidade de uma ordem política, jurídica e financeira do país, agregando os novos talentos, dando uma dimensão daqueles que contribuíram, despertando os valores individuais para o coletivo do Brasil.
    “Anexo
    Maria Lúcia Alves da Silva (01:55:57):
    Reivindicação da Escola Milton Santos na Bahia, que exprime a força das mulheres da região e seu desejo de transformar a sua realidade a partir da perspectiva do Laboratório de Geomorfologia e Estudos Regionais. Meu nome é MARIA LÚCIA ALVES DA SILVA. SOU COORDENADORA PEDAGÓGICA JUNTO COM A PROFESSORA VELEIDA ANTUNES NA ESCOLA MUNICIPAL PROFESSOR MILTON SANTOS, SITUADA NA RUA JARDIM TERRA NOVA, VILLAGE I. M. ITAPARICA, CEP: 41 305410, TELEFONE: 3611-7905, E-MAIL: ESC-PMILTONSANTOS@SALVADOR.BA.GOV.BR. A ESCOLA SE SITUA NO BAIRRO DE VALÉRIA, E LEVA O NOME DO MAIS IMPORTANTE CIENTISTA BRASILEIRO, MILTON SANTOS. CONSIDERAMOS QUE O PROJETO DE LABORATÓRIO DE GEOMORFOLOGIA E ESTUDOS REGIONAIS PROVOCOU A CAPACIDADE DO INTERIOR PARA O EXTERIOR DAS PESSOAS, ENTRE A VIDA E AS PESSOAS, E NAS CONVIVÊNCIAS ENTRE AS PESSOAS. NOSSA ESCOLA SOLICITA À UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA E AO MUNDO ACADÊMICO A CONTINUAÇÃO DESTE PROJETO. PEDIMOS QUE NOSSA COLEGA MARIA AUXILIADORA, DA UFBA, VISITE-NOS PARA DISCUTIR UM PROJETO COM ESSE TEMA, SOB SUA ORIENTAÇÃO. OS PODERES INSTITUCIONAIS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL: PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (PODER JUDICIÁRIO), CONGRESSO NACIONAL(CÂMARA E SENADO)…! ESTA ESCOLA CONVOCA EM NOME DE MILTON SANTOS UM NOVO PROJETO POLÍTICO PARA O BRASIL. TODAVIA, PRECISAMOS QUE O MUNDO ACADÊMICO POSSA COMPREENDER QUE ESTE PROJETO É UMA AÇÃO PRÁTICA DE GESTÃO PÚBLICA E PRIVADA PARA UMA CONQUISTA DE UM NOVO BRASIL TODOS JUNTOS.
    Maria Lúcia Alves da Silva.”

  2. Waldimiro de Souza Says:

    Continuação…
    “- Jorge Luiz Lucas de Paiva, consultor, formado pela AEUDF e com especialização na UNB. Grande façanha foi encabeçar e realizar o Seminário Vida e Obra de Milton Santos. Parabéns, Lídice da Mata e Waldimiro de Souza, nosso grande entusiasta ao sugerir tal proeza. O alcance nas comunidades escolares, principalmente a que abriga a Escola Municipal Milton Santos, situada entre favelas, no bairro Valéria – Salvador – BA. Apesar de tal iniciativa – convocar as instituições em todas as esferas para contribuir com a continuidade da proposta do seminário, visando a manutenção do laboratório de geomorfologia e estudos regionais, realizado em 04/05/2010, organizado pela presidência da Câmara Federal na Comissão de Educação. A coordenadora pedagógica, Matia Lúcia Alves da Silva, e a professora Veleida Antuines expressaram a angústia da população negra do Brasil, que vê nas propostas reafirmadas no Congresso Nacional do Brasil a forma de enfrentamento às elites conservadoras, que insistem em manter o negro marginal, sem atender aos apelos de arreganhos dessa população, tornando-a marginal. “Marginal” que, para Milton, em sua obra Pobreza Humana, significa o pensamento de intelectuais formadores de opinião, conservadores, comprometidos com as elites, para continuar a escravidão na América Latina. Dessa forma, estamos juntos!!!!!!!!!!!!!!!”

  3. Ana Maria de Souza Santos Silva Says:

    No ano de 1999 estudei em um cursinho próximo ao Shopping Iguatemi, no prédio que tinha a Loja da Porcelana Schimint, agredito que meu professor de conhecimento geral do cursinho era o Professor Milton Santos, se possível alguém me confirme se estou certa?

  4. Wellington Oliveira Says:

    Milton Santos é homenageado em colóquio na UFBA

    Evento marca a passagem dos 10 anos da morte do intelectual

    “Cultura Local, Mercado Global”. Este é o tema da terceira edição do colóquio na Universidade Federal da Bahia (UFBA) que lembra o pensamento e registra os 10 anos da morte do único intelectual brasileiro ganhador do “Nobel” da Geografia, o baiano Milton Santos (1926-2001). Várias outras atividades, no Brasil e mesmo no exterior, devem ocorrer a partir de junho, mês de sua morte.

    Milton Santos escreveu mais de 40 livros, foi professor da UFBA, da USP e de várias universidades na Europa, América Latina, Estados Unidos, Canadá, na África e mesmo no Japão. O Prêmio Vautrin Lud, considerado o “Nobel” da área, foi-lhe agraciado na França, como distinção feita ao primeiro intelectual do hemisfério sul e do mundo não-anglo-saxão, em 1991.

    O ato solene que instalará o colóquio – aberto ao público – acontece no Salão Nobre da Reitoria, a partir das 18h30, do próximo seis de junho, com apresentação do Madrigal da UFBA. Autoridades diversas dos campos da cultura, da universidade, dos governos e da sociedade civil estão sendo convidadas a prestigiar o evento. Servidores técnico-administrativos, estudantes e professores estão sendo mobilizados.

    Com apoio do Instituto Anísio Teixeira/Secretaria de Educação do Estado, as mesas-redondas na manhã do dia sete de junho serão transmitidas para todas as regiões da Bahia por videoconferência. O objetivo é envolver professores das redes públicas estadual e municipal com a discussão sobre as contribuições do geógrafo Milton Santos para as ciências e o conhecimento. Haverá ainda GTs (Grupos de Trabalho) na tarde do mesmo dia sete, dessa vez nas instalações da Faculdade de Comunicação da UFBA, em Ondina.

    Att.
    Wellington Oliveira
    Assessoria de Comunicação
    Tel.: +55 71 3320-0438 | 8844-3422

  5. Izabel Oliveira Says:

    Como estudante trago a todos um pouco da história das mulheres negras neste país para abrilhantar a biografia do Milton Santos neste site.

    Revivendo a história:
    Laélia de Alcântara elegeu-se suplente do senador Adalberto Sena na legenda do MDB. Exerceu o mandato de 03/04/1981 a 29/07/1981 no lugar do titular. Com o falecimento do senador Adalberto Sena, assumiu a titularidade até 31/01/1983, completando o mandato. Foi a primeira senadora negra da história deste país. Quando Laélia veio assumir o mandato do titular por 120 dias, uma comissão de negros (diplomatas africanos, americanos e brasileiros) foi recebê-la no aeroporto, no qual havia a presença de Leo Tigre, que havia criado em Brasília no Núcleo Bandeirante a Casa da Mãe Preta, em 1959, que servia para acolher crianças abandonadas ou com famílias sem condições de dar apoio aos filhos. Leo foi eleita pelas Nações Unidas (ONU) mãe do Brasil. E também a diretora da Casa Thomas Jefferson em Brasília Barbara Escarlet, que era negra, na qual a senadora foi recepcionada por essas duas mulheres negras com buquê de flores, das quais cada uma delas trazia como presente que simbolizava o símbolo da natureza divina da mulher e da sua capacidade de gestora, como mãe, política, médica, professora, como cientista e etc. Naquele momento as 3 mulheres citadas acima simbolizavam isso. Laélia formou-se em medicina no Rio de Janeiro e quis exercer a condição de médica na Bahia, porém não foi aceita, indo então para a Amazônia no Estado do Acre, onde se dedicou à medicina na floresta amazônica durante 50 anos. Foi exemplo da medicina solidária para o Brasil e o continente americano, porque infelizmente a maioria dos médicos ao se formar nas capitais do país não quer trabalhar nas cidades do interior. Portando a senadora mostrou que as mulheres foram sempre grandes guerreiras e, todavia, provocou uma curiosidade das federações da indústria, do comércio e algumas universidades sobre o conceito da aplicação da medicina preventiva na Amazônia. Foi esse belo legado deixado por ela como política, como médica e como cientista para os afrodescendentes.

  6. Daniel Carneiro Says:

    Aos Municípios, Estados, e União, disponho-lhes um novo arvorecer no cuidado do uso da terra, fomentando a inovação tecnológica relacionada ao manejo florestal, agricultura e cidadania. Por meio de uma tecnologia conhecida por sistemas agroflorestais biodiversos torna-se mais que possível o reflorestamento e a produção agrícola e florestal tendo em vista a ligação do meio acadêmico ao empreendedorismo privado e Estatal fortalecendo a base sustentadora de todas as sociedades, a agricultura. Com essa podemos fortalecer a agricultura familiar, unir o reflorestamento não somente dos biomas mais esquecidos: Cerrado e Caatinga, mas de todos os biomas nacionais, trazendo uma nova consciência sobre a política de sustentabilidade ecológica, “o espaço dentro do espaço no território”, como diz o geógrafo e Dr Milton Santos. E ele ainda acrescenta “…tendo em vista a busca pela política da sustentabilidade ecológica no continente”, sem uma atitude isolada de um Governo mas sim de toda a humanidade. Eu Daniel Carneiro Eng Florestal estou de acordo com o projeto da obra do Dr Milton Santos, por trazer acima de tudo e em primeiro ligar o amor a si mesmo e consequentemente com o planeta. Me ponho a disposição para que os senhores possam conhecer esta iniciativa dessa escola da qual se localiza em Brasília-DF, Núcleo Rural Lago Oeste, Rua 23, Sítio Semente e Sítio Floresta. Somos uma das estações experimentais do IPOEMA (instituto de permacultura: organizações, ecovilas e meio ambiente).

  7. Waldimiro de Souza Says:

    http://onegronobrasil1980.blogspot.com.br/ está solidário com a professora Osmarina Barbosa de Oliveira. Enquanto as autoridades municipais, estaduais e federais apoia os grileiros, a população rural de maioria negra não tem o respeito a cidadania politica pelo voto que elegeu a todos. Não ha sensibilidade dos cargos, enquanto o governo federal faz propaganda da “orgia do comportamento humano”, esquece da educação, dos direitos humanos, haja vita, o alastramento das drogas no pais inteiro sem o controle do estado. Tende paz, muita paz. Só o amor a virtude e a bondade de cada homem e cada mulher é capaz de contribuir para fazer desse país um grande país, como dizia Milton Santos de amor a vida e vivifica-la.

    “SR PREFEITO NEY BORGES MANSIDÃO/BA
    GRUPO ESCOLAR NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO-BURITIZINHO
    Eu Diretora interina Osmarina Barbosa de Oliveira,juntamente com os demais pessoal da secretaria escolar.Viemos pedir para o senhor que comunica-se a secretaria de Educação que estamos com falta de um transporte escolar e falta de material de limpeza,merenda escolar e outros,tentamos ligar para secretaria de Educação daqui do Buritizinho e não conseguimos,como aqui já temos internet resolvemos lhe mandar essa mensagem daqui do Buritizinho.estaremos no aguardo.

    AGRADECEMOS A COMPREENSÃO DA VOSSA EXCELÊNCIA.” (Osmarina Barbosa de Oliveira)

  8. Izabel Says:

    José Higino29 de dezembro de 2012 11:51
    As águas levaram os homens a navegar, descobrir, conquistar todo o progresso da humanidade. As várias processuais de tudo que é bonito, belo, maravilhoso, bondoso como flor de lótus ou a vitoria regia, o revoa do panapanã e a migração dos pássaros para reprodução. Aqui Pau Brasil, cana de açúcar, café, fruto presencial da água. Tudo isso é um presente de Deus, para o homem e a mulher dos primórdios no processo existencial da vida. Estamos agradecendo cada homem e cada mulher pela sua contribuição nessa conquista e aprendizado político, congresso afro brasileiro que editou a carta de Uberaba (1979) que falava em seu último paragrafo que a supressão das eleições é uma forma de racismo e escravagismo e o encontro de Ribeirão Preto que vê todo o processo do navio negreiro e as suas consequências promove todo o esforço coletivo, elevando a bravura e a virilidade de um líder a condição de Estadista, Zumbi dos Palmares. Citaria cinco pessoas nessa contribuição, deputado Carlos Santos (MDB-RS), Adalberto Camargo (MDB-SP), deputado estadual Theodozina (SP), a contribuição intelectual do escritor Milton Santos e o pronunciamento do Senador Itamar Franco em 1980, dos quais são esse blog e a contribuição voluntária da sensibilidade política da população negra brasileira na época. Pela coragem, de desafiar o regime autoritário militar e posicionar com uma proposta politica que as elites politicas brasileiras e o setor acadêmico do pais até hoje não entenderam, não compreenderam. Esse aprendizado do processo civilizatório nas Américas, esse seja talvez o momento mais importante para a história brasileira. Juntos, todos juntos como disse o deputado Elquisson Soares da Bahia, líder da minoria na Câmara, ao colocar nos anais do congresso brasileiro a carta de Uberaba e o Encontro de Ribeirão Preto, ele respondendo a parte do deputado Bonifácio de Andrade da ARENA-MG, dizendo quando o Estado não cumpre a sua função as Autoridades não cumprem seu dever, a nação que é o povo se levanta e decide, essa é uma decisão do povo e da nação. Tende Paz, muita Paz, amor, sabedoria no aplicativo da inteligencia. (A VIDA É A FONTE DA ÁGUA VIVA)

  9. Waldimiro de Souza Says:

    Os vários discursos oficiais do executivo e do legislativo exaltando que a herança maldita da escravidão se extinguiu com a conquista dos direitos sociais dos trabalhadores domésticos. O Estado brasileiro tem uma herança de corrupção, de transferência de riqueza dos impostos pagos pelos brasileiros que vão parar nos paraísos fiscais via caixa 2 da contribuição das empresas que fazem obras no governo. O BNDES também faz parte do esquema via empréstimos vinculados de empresas estrangeiras que investem em infraestrutura no Brasil, parte desse dinheiro vai para o paraíso fiscal. A escravidão financeira continua, é um país muito rico com milhões morando na favela. 43% não têm esgoto nem água potável. Assassinato da população negra e jovem de 10 aos 29 anos de idade. Ao governo anunciar as pesquisas os seus agentes por meio do Estado Federal e federados e os meios de comunicações anunciam como algum brasileiro por ter notoriedade de cientista ganhasse o prêmio nobel de alguma coisa. A cultura brasileira é uma cultura facistoide e racistoide que não se envergonha dos seus mal feitos. O homem comum brasileiro, como diz Milton Santos em sua vasta obra, é um aliado de bom propósito para salvar a nação e o Estado brasileiro. Creio nas novas gerações, os jovens brasileiros num agir, num dedicar, no pesquisar, no estudar, no observar o potencial interior de cada um, envolvendo em várias dimensões, não só na altura na largura e na profundidade, mas, sim, na pesquisa, no conhecimento, buscando a sabedoria, preparando a inteligência para alertar os mais velhos, os cargos não bastam, precisam ser preparados para suas funções de gestores que o poder político seja uma paz e harmonia entre a população e os que recebem a delegação do poder pelo voto, é a expressão da fonte de “água viva”.

  10. Fábio Medeiros Says:

    Fábio Medeiros10 de setembro de 2014 16:03

    Desprezar a população nativa ribeirinha é um genocídio que extermina não só um povo, mas só enriquece a cultura racista e empobrece a nossa brasilidade, a nossa identidade cultural, política e civilizatória do nosso Brasil e especialmente do nosso Nordeste e da querida Bahia, berço da nossa brasilidade, atravessada pelo Velho Chico, ramal de integração nacional e de humanização do interior de nosso país, haja vista a primeira usina hidrelétrica instalada aqui, foi às margens do mesmo grande rio, idealizada pelo “Mauá Nordestino”: o visionário Delmiro Gouveia, que foi um dos primeiros a incentivar a inclusão social da população ribeirinha de maioria negra às margens do Rio São Francisco, na altura do Estado de Alagoas, quando o então empresário construiu uma vila operária que muito contribuiu para a inclusão daquele povo esquecido. Mas agora o que se vê em Santa Rita de Cássia e Mansidão, na Bahia, é uma prática racista que exclui ao invés de incluir, é a apoteose do atraso enraizado na cultura colonizadora ibérica. (Fábio Medeiros, ex-radialista da Rádio Panatis aos 16 anos de idade, Patos-PB)

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