BAIANICES POÉTICAS de zédejesusbarrêto

.

Natais envilecidos

Sombrios natais envilecidos

Quieto-me só, envelhecido

No remexer das águas

no sem tempo do silêncio

(ou seria o silêncio do sem tempo?)

Mergulho em águas turvas

E às vezes pesco piabas

letradas, sonoras, sentidas…

Essas, tarrafeei há pouco,

estão bem fresquinhas…

Gostas de dendê?

Então prova!

.

*

Leis

… pero,

No me gustan las leyes!

A começar pela Lei da Gravidade

que nos torna bicho de chão, feito formiga.

Não fosse tão grave a Gravidade…

e já teríamos mais parte com os pássaros,

beirando a anjo.

A humanidade é barro

Pó.

Ah! leis, dogmas, domínios …

O humano é tãão

só!

(pensamentando com Jorge Mautner)

.

*

Espelhoso

No espelho nos assombramos!

Ainda bem que não somos

aquilo que aparentamos!

Pensamos.

E se fôssemos como nunca fomos?

Melhor seria, convenhamos.

(zédejesusbarrêto, fim de dez/2009; Santo Amaro de Ipitanga)

.

*

O fecho de luz é de Cecília, a Meireles:

Tanto que fazer!

E fizemos apenas isto.

E nunca soubemos quem éramos,

Nem para quê.’

(1954)

.

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