EXALTAÇÃO À BAHIA E OS BAIANOS

Meu grande amigo e mestre MONIZ BANDEIRA – ou Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira, como prefere ser identificado (porque existem outros Moniz Bandeira e ele é Luiz Alberto) –, baiano retado, descendente da mais tradicional família da Bahia, cujo primeiro representante chegou junto com Tomé de Souza, embora ele mesmo, o meu amigo Moniz Bandeira, tenha nascido para ser gauche na vida, um crítico radical da sociedade capitalista, historiador com doutoramento em Ciência Política pela Universidade de São Paulo, professor titular (aposentado) da Universidade de Brasília, autor de mais de 20 livros (Formação do Império Americano é o que lhe deu maior prestígio internacional), residente há muitos anos na Alemanha, me dá a honra de incluir em sua lista de e-mails das pessoas mais chegadas, para as quais ele repassa tudo o que recebe ou colhe de interessante na Internet. Desta vez Moniz enviou um texto – assinado no final por ARNALDO JABOR – que parece ter sido escrito especialmente para o blog Jeito Baiano.

A pessoa que o enviou a Moniz Bandeira, Samuel Nascimento, põe em dúvida a sua autoria. Será que é mesmo Arnaldo Jabor quem o escreveu? Não importa por hora, com o tempo isso será esclarecido. Importa é que o texto é um primor, capaz de emocionar qualquer baiano ou pessoa apaixonada pela Bahia. O texto enviado por Moniz Bandeira chegou assim, precedido de uma ressalva do remetente original:

“De samuel nascimento: **(duvido da exatidão da autoria, mas como celebra com carinho a BAHIA que eu amo… socializo)”

Fiz, porém, uma pesquisa no Google e constatei que o texto é realmente de Arnaldo Jabor e foi publicado no jornal O Globo em 1º de fevereiro de 2005.


BAHIA, O LUGAR IDEAL


(O colunista em crise não consegue voltar das férias)


por ARNALDO JABOR

Não consigo ir embora da Bahia.


Acabaram minhas férias e continuo aqui.


Mesmo que eu viaje depois do Carnaval, levarei a Bahia comigo.


Não se trata de louvá-la; quero entendê-la, não com a cabeça, mas com o corpo, com as mãos, com o nariz, entender como um cego apalpa um objeto, entender por que este lugar é tão fortemente estruturado em sua aparente dispersão.


Aí, descubro que, ao contrário, a Bahia me ajuda a “me” entender. Não sou eu quem olha; a Bahia que me olha de fora, inteira, sólida, secular, a paisagem me olha e fica patente minha alienação de carioca-paulista, fica evidente meu isolamento diante da vida, eu, essa estranha coisa aflita que está sempre entre um instante e outro, sem nunca ser calmo, inconsciente e feliz como um animal.


Na Bahia, vejo-me neurótico, obsessivo, sempre em dúvida, ansioso.


Gostaria de estar na praia de Buraquinho, quieto, dentro do mar, como um peixe, como parte da geografia e não fora dela.


Ninguém aqui se observa vivendo. Salvador não é uma “cidade partida” como é o Rio, nem a cidade que expele seus escravos, como São Paulo, que um dia será castigada, estrangulada por sua periferia.


Aqui, de alguma forma misteriosa, os pobres e negros, mesmo sem posses, são donos da cidade.


A cultura africana que chegou nos navios negreiros, entre fezes e sangue, parece ter encontrado a região “ideal” neste promontório boiando sobre o mar, batido de um vento geral, para fundar uma cidade erótica e religiosa, plantada nos cinco sentidos, fluindo do corpo e da terra.


Os casarios subiram os montes, desceram em vales por necessidades dos colonos e dos escravos do passado, o espaço urbano foi desenhado pelo desejo dos homens.


A Bahia foi o lugar perfeito para a África chegar.


Tudo se sincretiza, natureza e cultura.


Espírito e matéria se unem como um bloco só, amores e vinganças fluem no sangue dos galos e dos bodes, esperanças queimam nas velas de sete dias, todas as coisas se amontoam num grande procedimento barroco de não deixar vazio algum, nada que sobre, que fique de fora, nada que isole matéria e gente.


Os deuses não estão no Olimpo; são terrenos e florestas, estão na rua, no dendê, dentro da planta.


Consciência e realidade não se dividem, o povo e o mundo são a mesma coisa, e isso aplaca as neuroses, as alienações das megacidades onde o homem é um pobre diabo perdido no meio dos viadutos.


Como nas fotos do Mário Cravo Neto, tudo se une em um só bloco: o alvo pato e a mão negra, a mulher nua e a pedra, o nadador, o sol e a água, as frutas, os cestos e as bocas, as plantas e os pés, os búzios e os segredos, os santos e os orixás, as mãos e o tambor, a fome e a carne, o sexo e a comida.


Tenho uma espécie de inveja e saudade desta cultura integrada, dessa sociedade secreta que vejo nos olhares das pessoas falando entre si, uma língua muda que não entendo, tenho inveja da palpabilidade de suas vidas materiais, tenho inveja da grande tribo popular que adivinho nos becos e ladeiras, das pessoas que riem e dançam
nas beiras de calçada, que se amam na beira do mar, tenho inveja desta cultura calma que vive no “presente”, coisa que não temos mais nas “cidades partidas”, sem passado e com um futuro que não cessa de não chegar.


Nesta época maníaca e americana, que se esvai sem repouso, aqui há o ritmo do prazer, a “sábia preguiça solar” de que falou Oswald e que Caymmi professa.


A civilização que os escravos trouxeram criou esta “grande suavidade”, este mistério sem transcendência, este cotidiano sem ansiedade, esta alegria sem meta, esta felicidade sem pressa. Aqui a cultura vem antes da lei.


Aqui o soldado na guarita é um negro com passado e orixás, dentro da roupa de soldado.


O bombeiro, o vendedor, o pescador, o vagabundo se comunicam e existem antes das roupagens da sociedade.


Até se travestem, se fantasiam deles mesmos nos horrendo
resorts caretas da burguesia, mas não perdem a alma para o diabo, defendidos pela vigilância de seus Exus.


A sinistra modernidade tenta adquirir a Bahia, possuí-la, apropriar-se das praias, das ilhas, dos panoramas.


Mas mesmo o progresso urbano e tecnológico aqui fica domado de certo modo pela cultura, que resiste a esses embates.


Os balneários turísticos aqui me parecem meio patéticos, meio Miami na vivência luxuosa dos acarajés, camarões e
uísques trazidos por serviçais iaôs e mordomos de cabeça feita.


Aqui não se veem os rostos torturados dos miseráveis do Rio e São Paulo: a pobreza tem uma religião terrena costurando tudo.


As festas do ano inteiro não são diversionistas, orgiásticas, para “divertir” – são para integrar. As festas têm uma
religiosidade pagã, sem sacrifícios, sem asceses torturadas de olhos virados para o céu.


Nada sobrou do barroco europeu sofrido; prosperou o barroco gordo, pansexual, com as frutas, os anjinhos nus, os refolhos e os européis invadindo o convulsivo barroco da contra-reforma, com as curvas carnavalescas nas igrejas cheias de cariátides peitudas, sexies, gostosas, como as mulatas do Pelourinho.


Não é uma sociedade, mas um grande ritual em funcionamento.


O Brasil aflito, injusto, imundo, inóspito devia aspirar a ser Bahia. Aqui dá para esquecer o jogo sujo do Congresso em
Brasília, revelando a face oculta dos bandidos com imunidade, emporcalhando a democracia, aqui você não morre afogado na enchente da marginal do Tietê, nem o Ronaldinho é assaltado com revólver na cabeça.


Não conheço lugar mais naturalmente democrático.


E, por isso, não consigo ir embora.


Vou comprar uma camiseta “NO STRESS” e ficar
bebendo um
frappé de coco para sempre.


Arnaldo Jabor – Porto da Barra – Salvador / BAHIA


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6 Respostas to “EXALTAÇÃO À BAHIA E OS BAIANOS”

  1. Bernadette de Freitas Says:

    Sempre digo que a cidade de Salvador não é só dos que nasceram aí. Eu me considero baiana também porque desde muito meninha eu estou num ir e vir para Salvador e Porto Alegre. Amo muito, mas muito mesmo esta cidade que é linda e gostosa, que tem gente bonita e que tem o mar mais lindo que já conheci em minha vida, e olha que conheço mares por aí afora. Mas a cidade de Salvador está sempre dentro de minha alma, de meu ser. A Bahia é como aquele doce mais gostoso que a gente conhece e gosta. Suas ladeiras tão antigas mas que me parecem ser tão familiares, suas baianas vendendo os seus acarajés, e querem coisa mais gostosa? Seu povo tão amado é tão cheio de magia, que faz com que o turista se sinta como se estivesse em sua casa. Sua música que sempre faz sucesso pelo mundo todo. E como o nosso mestre Caymmi soube mostrar em terras distantes e ainda os atuais profissonais da música brasileira. E na literatura Jorge Amado e Ubaldo deram as letras também ao mundo. E por tudo isso viver Bahia/Salvador tem um encanto que em nenhuma terra tem. É uma cidade que tem em cada esquina um mistério, porque ela é moderna mas tem um ar ainda de cidade do passado, um passado rico de história e de lutas, que fez com que o Dia 2 de Julho entrasse para a história dela. É Salvador das festas de largo que se iniciam sempre no dia 4 de dezembro com a Festa de Sta. Bárbara no meu, no seu, no de todos, no PELÔ pelas ruas deste Santuário da História do Brasil, porque foi ali que tudo começou, e assim vai pelos meses de dezembro e no dia 8 com a Festa de N.Sra. da Conceição da Praia, seguindo também pelos meses de janeiro com duas festas lindas, no dia 1º de janeiro N.Sr. dos Navegantes, e a Festa de N.S. do Bomfim. Mas, gente, não para por aí não, porque no dia 2 de Fevereiro, no bairro do Rio Vermelho, temos a Festa da Rainha das Águas, Festa de Iemanjá, nossa que maravilha! E finalmente vem o Carnaval que é considerada a maior festa do planeta. E por tudo isso só podemos amar esta terra que tão bem nos faz, e alegria, e calor humano, e sentimento, e respeito também por todos os que vão lá e a conhecem. Então por isso tudo sempre digo que Salvador não é propriedade dos baianos não, ela é do mundo. E como o espaço é curto, só se pode dizer uma coisa, venha e confira, e você ficará enlouquecido por Salvador. Axé a todos

  2. Socorro Says:

    Olá,
    sou baiana legítima e recebi o texto abaixo de um gaúcho abaianado:

    ==============================

    E no é que o Bagualão abaianou-se.

    NÃO QUERO SER BAIANO

    Me chamo Elilson Cabral, sou de uma pequena cidade no interior do Rio Grande do Sul, chamada Capão da Canoa, e estava cansado em ouvir falar dos baianos e de sua “Vasta Cultura”. Não suportava mais ouvir nos veículos de comunicação o quanto a Bahia era perfeita, suas praias
    paradisíacas, seus artistas infindos, cansei de ouvir: Baiano não nasce, estréia. Olhava pro rosto do povo Rio Grandense e via neles tanto ou mais “cultura” que nos baianos: a Bocha, a Milonga, a Guarânia, o chimarrão e não só as danças, ritmos ou indumentárias, mas todo o sentimento que exalava do nosso cotidiano. “Cultura”, isso nós tínhamos, e tínhamos mais e melhor, afinal o que o mundo via na Bahia que não via em nós?
    Resolvi então descobrir o que é que a Bahia tem. Tirei dois anos da minha vida para conhecer a Bahia e toda sua “Cultura”, para poder mostrar para o Brasil que existimos e que somos tão bons quanto qualquer outro brasileiro.
    No dia 03 de Outubro de 1999 desembarquei no aeroporto Luiz Eduardo Magalhães, e logo de cara ao contrário de baianas com suas roupas pomposas e suas barracas de acarajé, dei de cara com um taxista mal humorado porque tinham lhe roubado o aparelho celular; começava então minha árdua luta prá provar que baiano, como qualquer outro brasileiro, nascia de um ventre e não de traz das cortinas.
    Alguns quilômetros à frente, já estava tentando arrancar do taxista as informações que podessem servir de base para minhas teorias, pois, afinal, eu precisava preencher uma serie de lacunas sobre os baianos e suas “baianíces”. Seu Ivo, era como se chamava o simpático taxista, falava sem parar, com uma voz de ritmo pausado e sem pressa para me explicar. Ia ele me contando toda história de salvador e sua política: – Ah! Essa política é uma “fuleiragem”, é sempre eles nos roubando e a gente votando nos mesmos sacanas que nos roubam.
    Me chamou a atenção como ele não media palavras para definir os seus governantes. Mas até então nada na Bahia me encantara, nada de magia, nada de beleza.
    Chegando ao hotel, onde ficaria durante esse período, fui então programar minhas estratégias e resolvi logo ir ao local mais badalado da Bahia, o Pelourinho. Chegando ao bairro mais uma vez nada de surpresa: casas antigas, pessoas de cabelos trançados, espichados, alisados, pintados, enfim, coisas da Bahia. Senti um cheiro muito forte de dendê (ao menos eu achava que era dendê), nunca sentira aroma igual. Então avistei numa varanda pequena uma senhora e duas crianças que brincavam de aprender a fazer acarajé; parei e fiquei olhando tentando colher informações para meu “dossiê”.
    – Entra seu moço!
    Foi o que logo ouvi, meio sem jeito fui logo prá perto do fogão; o cheiro era cada vez mais forte e envolvente.
    – O senhor quer um?
    – Claro!
    Ia perder a oportunidade de comer a iguaria baiana mais famosa e poder dar meu parecer a respeito? Jamais.
    Dei a primeira mordida e senti-me como se tivesse numa fornalha; aquilo queimava, ardia e pasmem era muito gostoso; tentava parar de comer, mas quanto mais tentava, mais me lambuzada com aquele recheio que eles chamavam de VATAPÁ. Delicioso!
    Enfim a Bahia tem algo de bom, mais é isso que encanta na Bahia?
    Bem vou encurtar minha historia para que vocês leitores desta revista não fiquem entediados.
    Passei dois anos viajando por toda Bahia, suas praias paradisíacas, ouvindo e vendo seus artistas, e saboreando de sua cultura, e consegui chegar a um denominador comum; consegui alcançar o que tanto procurava.
    Enfim, os baianos não são melhores que nós Gaúchos; na realidade, somos até mais civilizados que eles, porém, uma coisa, nesses dois anos, chamou-me a atenção, vou dizer-lhes qual foi: ao voltar para minha linda cidade no interior do Rio Grande do Sul, senti-me como se estivesse pousado no meu planeta, e logo escrevi um artigo prá uma revista falando da minha “descoberta” e, depois de publicada, fiquei de bem comigo mesmo e com minha terra; agora sim estou leve.
    Agora sim?
    Ainda não!
    Passei os meus dias tentando entender porque sentia tanta falta da Bahia, porque sentia falta de meu vizinho Dorgival, do rapaz que passava vendendo sacolé, do João da barraca de água de coco; meu Deus, por que esse vazio? Foi então que descobri o que é que a Bahia tem. Sem pretensão de ofender os meus, digo-lhes que jamais verei nos sorrisos gaúchos a beleza da sinceridade baiana; jamais sentirei nas percussões de cá o pulsar dos meninos negros de pés descalços que “oloduavam” sem ter medo da dureza futura; jamais terei no abraço de meus parentes o calor que sentia ao ser abraçado pela vendedora de cocada de araçá que toda tardinha teimava em insistir prá que eu comprasse mais uma; jamais sentirei nos territórios daqui o cheiro de dendê; puxa o dendê que nem mesmo sabia o seu cheiro e o reconheci assim, de pronto; queridos conterrâneos, na nação de lá eles andam descalços mesmo os adultos e não é por não terem calçados, eles gostam de viver assim; a chuva não é apenas suprimento e fartura, é diversão; quantas vezes corri pela chuva com o André, filho de Dona Zete, seguindo o caminho que ela fazia no meio da calçada. Amigos, naquela nação os cabelos são como roupas, as roupas são como armas e as armas são os instrumentos que levam uma multidão para uma batalha que dura 7 dias e que sempre acaba em vitória para ambos os lados; uma cabaça é motivo de festa; um fio de arame é motivo prá luta (de capoeira); dois homens juntos é motivo prá samba, pagode, e festa. E pasmem, queridos patrícios, eles trabalham, e muito, no tabuleiro de cocada, na frente de um volante, com uma baqueta nas mãos, trabalham sim. Não quero ser baiano! Sou gaúcho! Sou brasileiro! Mas nunca imaginei que conheceria um Brasil que jamais pensei achar exatamente na Bahia, exatamente lá, do outro lado, na outra nação. Não quero me separar deles, não quero perder o direito de dizer que sou brasileiro e que tenho a Bahia como pedaço de mim. Não quero ser baiano, mas mesmo assim não consigo não ser.
    Jamais saberia que seria necessário ir à Bahia para conhecer o Brasil.

    Elilson Nunes Cabral Filho
    Jornalista
    29 Março de 2002

  3. M Helena Cathalá Says:

    Sr. Elilson Nunes Cabral Filho, adorei seu texto pois ele me pareceu tão sincero e sem pieguices que me emocionou. Sou bahiana, adoro minha terra linda e cheia de defeitos, problemas, mas o Sr. falou do sorriso, da simpatia e do bem querer desse povo. O que a BAHIA tem de melhor é a simplicidade e o bem querer da sua gente e isso o Sr. captou com muita propriedade, digo até maestria. OBRIGADA!!!

  4. neirivan Santos Says:

    Quero te parabenizar pelo bonito texto, que vc se perde em elogios à nossa querida Bahia, poucos de fora são os que têm essa certeza, gostaria que o Brasil inteiro soubesse ou pelo menos conhecesse um pouco de nossa querida e aconchegante BAHIA, um grande abraco.

  5. Artur Silveira Júnior Says:

    Sr. Elilson, parabéns pela lição de vida, muitas vezes tentarmos encontramos a felicidade baseando-nos em memorias que vagam em nossa mente ou desejos ocultos em nosso coração, mas não nos damos conta de que, “a vida é tudo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro!” não sabemos ao certo se o novo é ruim ou o que queremos é realmente bom para nós, uma coisa é certa, enganoso é o coração do homem, mais que todas as coisas, quem o entenderá? o bom nem sempre é realmente bom e o presente nem sempre é incerto, uma coisa sabemos e isso, nunca vai mudar! o agora, se ele se for, nunca mais ira voltar!

  6. Anderson Luis Says:

    olha eu acredito que o texto foi escrito por arnaldo jabor sim pois ele também foi publicado na folha de são paulo, um jornal de credibilidade

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