NO PELÔ SAUDANDO NEGUINHO DO SAMBA

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Entrada da sede da Didá, onde o corpo de Neguinho do Samba estava sendo velado. O cartaz do centro anuncia curso de samba reggae que era ministrado por ele. Foto: VILMA NASCIMENTO 3.11.2009

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Quem aparece no centro desta foto, de boné preto, é Mestre Jackson, principal discípulo de Neguinho do Samba e que no cortejo de despedida comandou os tambores desde o Largo do Pelourinho até a Praça Municipal. Embora de pouco falar, no final da caminhada Mestre Jackson tomou o microfone do carro de som estacionado ao lado do carro do corpo de bombeiros onde estava o corpo de Neguinho do Samba e deu seu testemunho sobre a história do samba-reggae. Ele começou lembrando que, embora os mais novos não saibam, havia muitas escolas de samba em Salvador que abaianaram o samba carioca, tornando-o mais cadenciado. Mestre Jackson disse que, antes de existir o Olodum, Neguinho do Samba era percussionista do Ilê Aiyê. João Jorge, fundador e presidente do Olodum, na época também era do Ilê. Depois que ambos saíram do Ilê, Neguinho do Samba criou uma banda de percussão que batizou com o nome do ritmo que ele havia inventado: Samba Reggae. Depois de algum tempo, continuou Mestre Jackson, João Jorge chamou Neguinho do Samba para o Olodum e foi assim que o samba reggae ganhou o mundo. Foto: VILMA NASCIMENTO 3.11.2009

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Toques de clarim são emitidos da sacada da Escola Didá para anunciar o início do cortejo fúnebre. Foto: VILMA NASCIMENTO 3.11.2009

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A segunda da esquerda para a direita é a Negra Jhô, famosa cabeleireira do Pelô, criativa arranjadora de cabelo afro. Foto: VILMA NASCIMENTO 3.11.2009

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Foto: VILMA NASCIMENTO 3.11.2009

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Em frente à sede do Afoxé Filhos de Gandhy, percussionistas fazem aquecimento à espera do cortejo que vinha descendo a rua em direção ao Largo do Pelô. Foto: VILMA NASCIMENTO 3.11.2009

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Integrantes do Cortejo Afro, bloco carnavalesco do Pelourinho, fizeram bonito durante a manifestação em homenagem a Neguinho do Samba. Eles marcaram presença também na noite de sábado, quando subiram ao palco do show de Arnaldo Antunes e prestaram um belo tributo a Neguinho do Samba, poucas horas depois de seu falecimento. Foto: VILMA NASCIMENTO 3.11.2009

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Na sacada do bar, de óculos escuros e camisa azul, o grande cantor Lazinho, um dos principais vocalistas dos primeiros tempos do Olodum, aguarda a passagem do cortejo. Foto: VILMA NASCIMENTO 3.11.2009

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Um dos filhos de Neguinho do Samba dá entrevista para a TVE. No final do cortejo, na Praça Municipal, ele falou para a multidão pelo microfone de um carro de som e contou como a geração de percussionistas da qual seu pai fazia parte foi inventando batidas e toques nos tambores até que Neguinho do Samba teve o grande saque ao inventar o samba-reggae. Foto: VILMA NASCIMENTO 3.11.2009

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Braço levantado, Tonho Matéria e seu vozerão puxam o canto da massa. "O negro segura a cabeça e chora..." – foi uma das muitas canções lembradas por Tonho Matéria, um dos primeiros cantores de sucesso do Olodum, que neste dia saiu comandando o vocal um pouco à frente da percussão regida por Mestre Jackson. Foto: VILMA NASCIMENTO 3.11.2009

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Foto: VILMA NASCIMENTO 3.11.2009

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O editor deste blog, Jary Cardoso, olha para a câmara enquanto acompanha o cortejo. Foto: VILMA NASCIMENTO 3.11.2009

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Banda Didá. Foto: VILMA NASCIMENTO 3.11.2009

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No final do cortejo, uma cantora da Banda Didá falou à multidão exaltando o que para ela foi o maior feito de Neguinho do Samba: o seu trabalho social e educacional que deu vez às mulheres, abriu portas para elas poderem estar à frente do espetáculo tocando instrumentos e cantando. Foto: VILMA NASCIMENTO 3.11.2009

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Uma resposta to “NO PELÔ SAUDANDO NEGUINHO DO SAMBA”

  1. Mestre Jackson Says:

    A musica em si não é um ofício ou uma arte fácil como muitos acreditam ser, melhor dizendo:
    É uma arte para muitos, todavia entendida, respeitada e assimilada por poucos. Neguinho foi… e será este exemplo.
    Respeitem o Samba-Reggae. Como devemos agradecer a vc, Neguinho, por termos o prazer de “swingar” nessa levada baiana que já atravessou (e influenciou) além das fronteiras.
    Juntamente com ele, eu me sinto responsável pela criação e evolução da batida afro baiana, intitulada de “Axé Music”.
    Salve o Samba Reggae, Salve Neguinho do Samba.
    http://www.mestrejackson.ning.com

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