O CASO DA PROFESSORA-DANÇARINA

por zédejesusbarrêto

FIANDO CU…LTURA

bundas02b Mais uma vez a danada da Aninha Franco, iluminada, em seu artigo ‘O enigma da criatividade baiana’ na revista semanal ‘Muito’, do Grupo A Tarde, edição deste fim de semana.

O assunto abordado foi o badalado caso da jovem formosa, fogosa e destemida professora baiana, mãe, que, num clic, virou celebridade nacional ao mostrar os dotes rebolando e encenando o pagode ‘Todo enfiado’ num palco de bairro, diante de uma dezena de celulares filmando tudo de pertinho, cada reentrância, cada saliência, o cantor da banda esticando a calcinha lá enfiada enquanto ela mexia, exposta e fagueira.

As imagens, calientíssimas, foram parar na rede/net. Sucesso! A pró perdeu o emprego na escolinha, claro, mas ganhou horas intermináveis nas tardes mundanas de nossa tevê, posando como novo ícone da chamada ‘cultura baiana’ contemporânea.

E, num requebro a mais, catapultou a banda de pagode chinfrim ao mercado nacional. Os meninos estão bombando com a professora já contratada como dançarina do grupo e pintando o sete pra galera se esbaldar.

O fato social gera muito argumento ‘politicamente correto’ sobre liberdades, privacidades, preconceitos, pornô e cultura, direitos e deveres.

Mas, independente de posição adotada e assumida… Glória à bunda! Santa mercadoria.

Cada um assuma a sua. Vale tudo.

Quanto vale?

Com sua licença, Aninha Franco, reproduzo um trecho de seu escrito, no alvo:

Ninguém segura o nosso tchan! Somos autores de Rala o pinto, do Rala a checa, do Rala a checa no asfalto e do Todo enfiado que entusiasma a professora Jaqueline.

Os empresários dela trabalham com o ritmo há muito tempo, o ritmo do desestímulo educativo. Quanto mais desestímulo, mais Jaqueline na pista. Os empresários das Jaquelines são secretários de educação (estado e município) governadores e prefeitos, deputados, senadores, vereadores. Todos empresariaram há longo, curto e médio prazos carreiras jaquelínicas, puxando as calcinhas para que elas dancem, bonitas, gostosas, mostrando o enigma da criatividade baiana e a sua interação com as avaliações da educação no Estado’.

Cá no meu canto, reflito apenas, perplexo:

Sou resto de Hiroshima

Aos 20, era 68

Revolução na veia

Liberdades, todas

Cri em santos, krishna, espíritos, fumaças

Em Mao, Che, Beatles, Pelé

óvnis, milagres, mulheres…

orixás

Aprendi: Sou só um pisco

da Natureza-mãe

Um nada

Ou tudo

zédejesusbarrêto / 13.9.2009.

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2 Respostas to “O CASO DA PROFESSORA-DANÇARINA”

  1. maisa paranhos Says:

    Acho corajosa a edição deste texto.
    Uma, porque a pornocultura não pode ser criticada que logo é ironizada como “politicamente correta”.
    Segundo, ficamos interditados de sermos críticos com uma subcultura (porque não engrandece em nada, é massa manobrada pelo prazer de uma bestialização e, aí, sou “moralista”, me dirão os patrulheiros “libertários”…).
    A bunda, se é bela ou não, apreciada ou não, não tem nada a ver com o que fazem dela, objeto pertencente à subjetividade de cada um, o que não me impede de lamentar nossa “boçalização” contemporânea.

  2. LOURENÇO MUELLER Says:

    E viva a bundanidade que é a bunda da baianidade, a bunda mundana e danada é uma deidade (nos 3 sentidos dicionarizados). Maravilha de texto, ZDJB.
    Jary: o programa não está me enviando ‘tomaticamente’ as novas postagens…

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