POEMA DO BAMBUZAL

Bambuzal da entrada do Aeroporto Dois de Julho, em Salvador. Foto: Marco Aurélio Martins | Agência A Tarde

Bambuzal da entrada/saída do Aeroporto Dois de Julho, em Salvador. Foto: Marco Aurélio Martins | Agência A Tarde

Cidade amada. Canto meu.

 

Flocos alvos soltos

de toda forma e tamanho

brincam de desenho

no vazio azul do céu

 

e me enchem de paz.

 

Êpa Babá!

 

O corredor de bambuzal

que dá acesso ao aeroporto

é um túnel de Axé do Pai

onde se passa em silêncio

na chegada e na saída

à espera da luz.

 

Oxalá seja Senhor do Bomfim

Coisas da terra.

 

As águas da baía de Todos os Santos

são mornas, sinuosas e têm escamas

que prateiam seu azul-esverdeado

único, profundamente belo!

 

Odoiá, rainha dos mares!

 

Do tacho de azeite dourado

as ‘bolas de fogo’ recendem

a prazeres em chamas.

 

Senhora dos ventos e dos raios

Êpa Hei!

 

Ah cidade amada da Bahia

Do branco, do azul e do encarnado

 

Diante de tanta grandeza,

seu filho, prostrado.

 

zédejesusbarrêto

26dez/08.

 

 

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